Mais um dia limpa, é o que importa, o resto dos problemas são secundários.
A vida segue sem maiores novidades. Afinal de contas só posso ser responsável pelos meus atos de mais ninguém. Cada um é livre para seguir seu caminho e para arcar com as consequências dele também.
No momento já me basta o peso na consciência pelos meus atos falhos. Cada um que se entenda com sua consciência. No momento estou aqui bolando estratégias para depois do feriado sobre algumas atitudes que tenho que tomar. Mas por hora é só ficar aqui recarregando as energias.
Que o poder superior me conceda mais 24 horas.
Bom fim de semana!
Grata senhor por mais um dia.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Mais um dia limpa.
Em casa com meu filhote.
Obrigada meninas por estarem sempre aqui comigo. Bom saber que posso sempre contar com vocês.
Estou serenando meus dias.
Caminhando para dentro de mim em busca de algo que nem eu mesma sei, mas que espero que traga uma solução eficaz e positiva para este estado de inércia que a vida parece ter adquirido.
Não vou me acovardar diante de nada, seja qual for o desfecho de tudo isto, ainda tenho forças para recomeçar como sempre fiz na vida. Não vou dar o gostinho de deixar ninguém me ver por baixo. Agora mais do que nunca sei que tenho que estar bem e fazer de minha recuperação prioridade máxima.
Sei que neste momento muitos estão apostando forte em minha queda. Minha resposta? O renascer das cinzas como uma nova ave e ir em busca daquilo que acredito.
As coisas aqui não estão muito fáceis. O casamento está numa fase muito delicada.
Nos últimos dias andei recebendo uns telefonemas de uma pessoa dizendo que meu marido tem outra. No inicio não dei muita importância.
Mas depois perguntei a ele se é verdade e ele ficou muito bravo por eu estar desconfiando dele. Brigamos feio! Ele me disse que precisa ficar sozinho um tempo. E estes útimos dias está dormindo na casa da mãe. Levou algumas roupas, vem aqui todos os dias antes de trabalhar para pegar o filhote depois trás de volta.
Estou perdida no meio de um turbilhão de pensamentos que se misturam e não chegam a conclusão nenhuma. Tenho tentado ser forte, não sei ainda qual rumo vou dar a tudo isto, nem mesmo sei se vou dar um rumo. Por enquanto não estou em condição de tomar nenhuma decisão, vou ficar aqui sozinha, afinal disto entendo bem (solidão), vou esperar que o tempo se encarregue de resolver, ou talvez que o mesmo tempo me dê forças para reagir de alguma maneira.
Estou aprendendo a domar a ansiedade e a prestar atenção nas coisas simples da vida.
Cada dia uma pequena conquista, uma nova percepção da vida, um olhar diferente, sob outro ângulo para certas coisas que antes passavam despercebidas a meus olhos.
A vida fica mais clara quando a gente aprende a se interessar por ela de verdade. Pequenos detalhes fazem grandes diferenças, sobretudo no amor próprio e autoconfiança.
Entrar de verdade em recuperação é um ato de coragem. Muitas vezes é assustador saber que se é portador de tamanha responsabilidade e o medo de falhar aterroriza. Por outro lado a beleza de voltar a ver a vida sob uma ótica desintoxicada é inigualável, tudo parece ter mais cor.
A tristeza as vezes pode querer nos assaltar a sanidade mas não dura muito tempo quando descobrimos uma vacina eficaz, algo simples que traga prazer, como ouvir uma música em alto volume, comer um doce gostoso...
Tudo vale a pena na guerra contra esta mazela que já se tornou o mal do século, o crack.
Pessoas andam nas ruas como zumbis. Como nas histórias que eu ouvia quando era criança sobre o fim do mundo. As pessoas mais velhas diziam que quando estivesse perto do fim as pessoas "correriam bicho" ou se tornariam lobisomem ou algo do gênero e que as outras pessoas teriam que ficar presas dentro de sua própria casa para não serem pegas por estes monstros.
Quando criança eu morria de medo, depois que cresci passei a acreditar que eram apenas lendas urbanas. Agora não só acredito como também de alguma forma me tornei um deles. Se pensarmos um pouco tudo faz sentindo neste mundo violento em que vivemos, trancados dentro da própria casa como a foi previsto.
Mas não vou vou me entregar, vou lutar até esgotar o último dos recursos, porque a vida vale muito a pena e o amor à minha família é o mais poderoso combustível de que preciso.